• Glaucius Nascimento

Subfertilidade



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. Artigo publicado em janeiro de 2017 na Fertility and Sterility, sobre como otimizar naturtalmente a fertilidade .


Os efeitos benéficos do exercício físico sobre a saúde geral são bem conhecidos; No entanto, como o exercício impõe grande estresse físico que desafia a homeostase, pode ser prejudicial para certos órgãos / sistemas do corpo quando é exaustivamente realizada. Diminuição dos parâmetros do sêmen e níveis hormonais sexuais têm sido relatados em atletas do sexo masculino e, portanto, uma possível diminuição da fertilidade masculina tem sido associada ao exercício em um volume elevada, alta intensidade e dependente da modalidade. Além disso, as características inerentes dos desportistas (por exemplo, nível de formação, capacidade de adaptação) podem modificar a resposta. Este artigo revisou a literatura relevante sobre o exercício e a infertilidade do fator masculino, ao mesmo tempo em que explorou os possíveis mecanismos subjacentes envolvidos . PONTOS CHAVE DO ARTIGO ??É bem conhecido que o exercício representa uma forma de estresse físico que desafia a homeostase. ??O estresse é acompanhado por um aumento na atividade do eixo Hipotálamo Hipófise Adrenal e uma diminuição nas funções reprodutivas, a fim de preservar o estado de alerta do organismo em detrimento da atividade gonadal ??O mecanismo preciso responsável pelas mudanças na função reprodutiva permanece desconhecido. ??No entanto, as alterações observadas incluem uma redução na testosterona total e livre, alterações na liberação de LH e alterações na resposta pituitária à GnRH e outras perturbações farmacológicas. ??Exercício (INTENSO, EXAGERADO) pode levar ao desenvolvimento de estresse oxidativo, aumento da temperatura testicular, microtrauma testicular e disfunção erétil (FIGURA). ??Existem diferenças nos perfis seminais de indivíduos que exercem em diferentes modalidades. ??Pode haver um limite de volume e intensidade acima do qual os parâmetros hormonais e de sêmen diminuem. ??Exercício físico regular menos exigente não parece alterar a função reprodutiva masculina .


. Lembrando a postagem do amigo @betomed de hoje, resolvi divulgar um artigo científico que associa a fertilidade natural com a mudança de hábitos . ??A infertilidade é uma condição relativamente comum. Quando os pacientes são confrontados com este diagnóstico, há sequelas médicas, psicológicas e financeiras. Os pacientes muitas vezes se perguntam se há alguma coisa que eles poderiam fazer para otimizar sua fertilidade natural ou aumentar a eficácia dos tratamentos de infertilidade. . ??Se houver um claro impacto sobre a fertilidade, como com o tabagismo


. ??Muitas mulheres me procuram no consultório após terem ido a consultas com especialistas em reprodução humana / infertilidade, já tendo submetida inclusive às técnicas de reprodução assistida . E quando pergunto sobre os hábitos de vida, como estão o sono, a alimentação, a atividade física, o gerenciamento do estresse e os hábitos intestinais me deparo com situações nas quais não foram otimizados os hábitos, sequer tratadas manifestações clínicas importantes como intolerância à glicose / resistência insulínica, sobrepeso / obesidade e distúrbios ansiosos / depressivos, por exemplo. É preciso melhorar a saúde como um todo, porque a fertilidade aumenta e se por acaso for necessária alguma técnica de reprodução assistida, esta será muito mais exitosa. O mais importante é a modificação dos hábitos, do estilo de vida. . Tenho me surpreendido com alguns casos que acompanho, de como a fertilidade ocorreu com a modificação dos hábitos. Mas todo o mérito é da cliente que entendeu a proposta e modificou os hábitos. O milagre está dentro de você!!! . O artigo acima por exemplo, enfatiza a importância de se ter um bom sono em quantidade e qualidade; a restrição do sono pode desregular o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, traduzindo, o eixo que controla simplesmente a produção dos hormônios sexuais responsáveis pela ovulação e também pela regularidade do ciclo menstrual e consequente capacidade reprodutiva. A síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, também pode se relacionar com os distúrbios do sono, posto que não há a produção de óvulos com capacidade reprodutiva, com evidentes alterações hormonais e também relacionadas ao estresse. Isto porque aquele eixo hipotálamo-hipófise, também se relaciona com outra glândula, a adrenal, responsável pela produção de neurotransmissores como adrenalina e noradrenalina e o hormônio cortisol. O estresse, a privação do sono e as consequentes alterações hormonais também alteram a microbiota intestinal, responsável por nossas defesas, tornando o sistema imunológico deficiente. E pode-se ter ainda manifestações cutâneas, alérgicas e do próprio hábito intestinal.

NÃO DÁ PRA CONSIDERAR A GINECOLOGIA REPRODUTIVA RESTRITA APENAS A ÚTERO, TROMPAS, OVÁRIOS, ÚTERO E VAGINA. . ??É PRECISO CONSIDERAR A MULHER COMO UM TODO, ALIÁS, O CASAL COMO UM TODO. . QUER ENGRAVIDAR? MELHORE SUA SAÚDE COMO UM TODO, MELHORE SUA QUALIDADE DE VIDA. ASSIM, ALÉM DE AUMENTAR A FERTILIDADE VOCÊ DIMINUI OS FATORES DE RISCO PARA A SUA GESTAÇÃO E PERMITE UM ADEQUADO DESENVOLVIMENTO DO SEU BEBÊ . E voltando novamente ao artigo: durma bem!!!


. ??Por quase 50 anos, o dogma existente ditou que o endometrio humano normal é sacrossanto de habitação microbiana na ausência de infecção. Pois bem, o trabalho de Moreno et. al. (já coloquei recentemente aqui no instagram) refutou este dogma, quebrou este paradigma identificando bactérias em culturas de aspirado endometrial. Pois é, a ginecologia endócrina e reprodutiva, modifica constantemente. . No editorial do Jornal de Dezembro de 2016 da AJOG, a PHD Linda Giudice realiza os seguintes questionamentos: . ?Como é reprodutível o ciclo de um microbioma endometrial de um indivíduo para o ciclo? . ?O microbiana endometrial é alterado por outros esteróides, outros tratamentos hormonais, antibióticos e outros medicamentos? . ?A doença concomitante ou distúrbios locais do trato reprodutivo feminino, distúrbios crônicos, estresse, índice de massa corporal, duchas vaginais, idade, raça / etnia ou relações sexuais afetam o microbiana endometrial? . ?O microbioma endometrial se comunica com outros microbiomas no corpo? Com o sistema imunológico? . ?Se o microbioma endometrial for adverso ao estabelecimento do sucesso da gravidez, isso influencia o endométrio no início da gravidez (decidua), bem como mais tarde na gestação e afetam os resultados da gravidez? . ?As mulheres com gravidez ectópica, aborto espontâneo recorrente, sangramento uterino anormal e outros transtornos reprodutivos abrigam um microbioma “desfavorável” do trato genital superior que afeta a função reprodutiva normal? .


. O estudo considerado de maior impacto na edição de dezembro de 2016 do Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia (AJOG) concluiu que microbiota endometrial humana existe e é independente da regulação hormonal. A existência de bactérias não-Lactobacillus no endométrio está correlacionada com impactos negativos na reprodução humana e deve ser considerada como uma causa emergente de falha na implantação e perda de gravidez. Os resultados apresentados no artigo expandem a avaliação da receptividade endometrial não apenas nos níveis morfológico e molecular, mas também no ponto de vista microbiológico. É hora de considerar os microorganismos não apenas como inimigos, mas também como aliados na medicina reprodutiva. .


*??Os estudos atuais consideram a vitamina D um hormônio com importantes funções na saúde reprodutiva . Artigo publicado em novembro de 2015, por pesquisadores da Arábia Saudita, avaliou o nível sanguíneo de vitamina D em mulheres com dificuldade para engravidar (subférteis) e o grupo controle, bem como o uso de suplementos que continham vitamina D, cálcio e a ingestão de vitamina D na alimentação de um total de 183 mulheres em idade reprodutiva que finalizaram o estudo . ?A prevalência de de deficiência de vitamina D foi muito mais elevada para o grupo de mulheres subférteis (59%) em comparação ao grupo controle (40,4%) com p < 0,01 . ?A suplementação de cálcio foi muito maior no grupo controle (64,6%) em comparação ao grupo de mulheres subférteis (10,0%) com p < 0,001 . ?A ingestão de suplementos que continham vitamina D > 400UI/dia foi maior no grupo controle (10,1%) que no grupo de de mulheres subférteis (8,4%) com p <0,05 . ?A ingestão dietética adequada (>400UI) de vitamina D foi muito maior no grupo controle (85,9%) que no grupo de mulheres subférteis (35,4%) . ?O estudo conclui enfatizando que a otimização dos níveis de vitamina D deve ser encorajada nas mulheres em idade reprodutiva . QUER MELHORAR SUA FERTILIDADE? TENHA EXCELENTES NÍVEIS DE VITAMINA D!!!

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Dr. Glaucius Nascimento

Ginecologista e Obstetra

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