• Glaucius Nascimento

Gerenciamento do Estresse

Atualizado: Fev 17


Prev Med Rep. 2016 Fev 1; 3: 189-95. doi: 10.1016 / j.pmedr.2016.01.009. eColeção 2016 jun.

Uma exploração do papel da religião e espiritualidade na promoção do bem-estar dos médicos em Medicina de Emergência.

Salmoirago-Blotcher E 1 , Fitchett L 2 , Leung K 3 , Volturo L 4 , Boudreaux E 4 , Crawford S 5 , Ockene eu 5 , Curlin F 6 .



Resumo

INTRODUÇÃO


A Síndrome de Burnout é altamente prevalente entre os médicos de medicina de emergência (ME) e tem um impacto significativo na qualidade dos cuidados e na capacidade de trabalho. O objetivo deste estudo foi determinar se maior religião / espiritualidade (R / S) está associada a uma menor prevalência de Burnout entre os médicos ME (desfecho primário). Uma história de ações judiciais por negligência e comportamentos desadaptativos foram os resultados secundários.

MÉTODOS:

Este foi um estudo transversal, baseado em pesquisas, conduzido entre uma amostra aleatória de médicos da lista de discussão da Faculdade de Medicina de Emergência de Massachusetts. A Síndrome de Burnout foi medida usando uma versão validada de 2 itens do “Maslach Burnout Inventory”. Comportamentos desadaptativos (fumo, bebida e uso de substâncias) e negligência médica foram auto-referidos. As medidas de R / S incluíam religiosidade organizada, afiliação religiosa, prática privada de R / S, autopercepção da espiritualidade, descanso religioso e compromisso religioso. A regressão logística foi usada para modelar os desfechos do estudo como uma função dos preditores de R / S.

RESULTADOS:

Dos 422 médicos da EM que receberam o convite para participar, 138 completaram a pesquisa (32,7%). A prevalência de Burnout foi de 27%. Nenhuma associação significativa foi observada entre os indicadores de Burnout e R / S. Comportamentos desadaptativos (OR ajustado = 0,42, IC: 0,19 a 0,96; p = 0,039) e histórico de negligência médica (OR ajustado = 0,32; IC: 0,11 a 0,93; p = 0,037) foram menos prováveis ??entre os médicos que relataram estar mais envolvidos organizada atividade religiosa e observar um dia de descanso por motivos religiosos, respectivamente.

CONCLUSÃO:

Este estudo fornece evidências preliminares para uma possível associação protetora de certas dimensões do R / S em comportamentos mal-adaptativos e negligência médica entre médicos ME.


PALAVRAS-CHAVE: Esgotamento; Medicina de emergência; Prevenção; Religião; Espiritualidade


DOI: 10.1016 / j.pmedr.2016.01.009


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 Outra Ilustração interessante do trabalho de J. St-Pierre et al., 2015 . ?Após um evento estressante, o hipotálamo produz o hormônio corticotropina (CRH) que induz a produção do Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH) pela glândula pituitária. ACTH, por sua vez induz a produção de cortisol pelas glândulas suprarrenais (adrenais). . ?O Cortisol pelo feedback negativo inibe a produção de CRH e ACTH pelo hipotálamo e da hipófise, respectivamente. . ?Cortisol materno induz a produção de CRH pela placenta aumentando o nível de cortisol materno durante a gravidez. . ?Embora o cortisol seja degradado em cortisona na placenta pela enzima 11-beta-hidroxiesteróide desidrogenase tipo 2 (11b-HSD2), cerca de 20% passa para além da placenta para o feto. . ?Um nível normal de cortisol é importante para o desenvolvimento do cérebro fetal normal (por exemplo, no hipocampo e no eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal). .


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 Ilustração interessante do trabalho de J. St-Pierre et al., 2015 . ??Cortisol e serotonina placentários são essenciais para o desenvolvimento do cérebro fetal . ??Estresse Materno pré-natal altera sistemas de glicocorticóides (11b-HSD2, GR e CRH) e de serotonina (5-HT2a SERT, 5-HT1A e), bem como interação entre a serotonina e o glicocorticóide na placenta. Estas alterações placentárias podem levar a neurodesenvolvimento adverso e a transtornos psiquiátricos na vida adulta tardia . ??Adaptação placentária em resposta ao estresse materno pré-natal é dependente do sexo, levando a um risco aumentado de desenvolvimento neurológico efeito adverso no macho em relação à fêmea (assim propõe o estudo) . ??Ok @dr.glauciusnascimento, mas o que é que isso vai mudar na minha gravidez? O que muda é que se torna necessário um manejo adequado do estresse materno, afinal mecanismos genéticos e também relacionados ao estresse, além de desequilíbrios hormonais, podem influenciar no desenvolvimento de uma criança ou adulto com maior risco de doenças psiquiátricas. A assistência pré-natal precisa ser personalizada. Gestantes com problemas relacionados ao estresse precisam ser avaliadas através de uma anamnese bem direcionada, além da realização de exames laboratoriais específicos. Mais ainda, elas devem ser orientadas de forma diferenciada, com suplementação nutracêutica adequada, acompanhamento multiprofissional (psicólogo, psiquiatra, psicanalista), além de outras terapias Integrativas como a meditação, Yoga, Tai Chi, Pilates, biofeedback ou terapias cognitivo-comportamentais, por exemplo

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Artigo publicado em junho de 2016, na verdade uma revisão sistemática dos artigos publicados com os termos: gravidez, estresse, feto, sangue, Doppler e ultrassonografia procurou encontrar alguma evidência se o estresse materno pode alterar a hemodinâmica fetal . ?A revisão partiu de 2532 estudos, mas que apenas 12 apresentaram os critérios de inclusão estabelecidos na metodologia proposta . ??6 estudos demonstraram associação entre o estresse pré-natal afetou significativamente a hemodinâmica maternal ou fetal . ??6 estudos não encontraram a associação acima descrita . ??O artigo conclui citando que há uma limitada associação entre o estresse pré-natal está associado com mudanças na circulação materno-fetal. Estudos com melhor metodologia são necessários . Poderia dizer que empatou? 6 x 6? NÃO (AO MEU VER). Na dúvida entre os ensaios clínicos, voltemos ao ciclo básico do curso médico. Bioquimicamente e fisiologicamente (ou fisiopatologicamente) marcadores de inflamação, de coagulação e de oxidação são observados mais frequentemente em indivíduos submetidos ao estresse. Há alteração na produção do cortisol, da melatonina, do matabolismo da glucose e da tireóide; a disfunção pode inclusive envolver a barreira de proteção intestinal, prejudicando a absorção dos nutrientes, mais ainda permitindo a entrada de substâncias pró-inflamatórias, pró-oxidantes e protrombóticas. Tudo isto pode contribuir para ocorrerem modificações hemodinâmicas na circulação materna e fetal, CLARO QUE PODE!!! . ?Um tratamento transdisciplinar pela abordagem holística pode ajudar e muito as gestantes portadoras de distúrbios de ansiedade / estresse no pré-natal. Nunca menospreze isto. Ansiedade / Estresse não é normal na gravidez, deve ser diagnosticado e tratado de forma adequada. Se há tanta tecnologia pra avaliar o bem estar fetal, também existem estratégias já bem estabelecidas para avaliar e melhorar o bem-estar materno . Cuidar bem da mãe significa cuidar bem do bebê!!!



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??Há pouco mais de 10 anos ouvi falar sobre o cortisol salivar quando estava no mestrado em tocoginecologia (UPE) com a Dra. Ana Carla Peres Montenegro. Na época, minha linha de pesquisa era outra. Só depois de tanto tempo, este exame começou a fazer a parte de minha investigação laboratorial em ginecologia e obstetrícia (EM CASOS ESPECÍFICOS). Na verdade, apenas se conseguia realizar este exame (cortisol salivar) de forma particular, mas alguns laboratórios em Recife já o fazem por planos de saúde. . ??Dra. Ana Carla estudou dois grupos de gestantes de baixo e alto risco (cardiopatas, hipertensas e diabéticas) e verificou uma diferença significativamente estatística entre os dois grupos nos valores do cortisol salivar à meia noite. O grupo de gestantes de baixo risco apresentou cortisol quase que a metade do valor das de alto risco (11,45 x 20,23 nmol/L) . ??A autora discorre em sua dissertação de mestrado sobre a relação entre alterações no cortisol e estresse materno, parto prematuro, alterações no comportamento do recém-nascido, baixo peso fetal e complicações metabólicas na vida adulta. . ??E no final termina com um belíssimo texto que reproduzo ipsis litteris sobre a importância de se trabalhar em equipe, numa abordagem integrada (ou integrativa). . “Atualmente, as disciplinas que estudam o período gestacional não o fazem de forma integrada. A obstetrícia enfoca as complicações inerentes ao parto, os profissionais de saúde mental se preocupam com a depressão pós-parto, os clínicos na identificação de patologias que não são próprias da gravidez, a pediatria nas patologias do recém-nascido imediatas ao parto. A importância da integração interdisciplinar nas pesquisas em gestantes representa um avanço no campo do conhecimento sobre a gestação e permite reconhecer esta fase como determinante na formação do indivíduo”. . ??* A Dra Ana Carla Peres é endocrinologista de formação, com mestrado em ginecologia e doutorado em neurociências.Fonte: ??Dissertação de mestrado http://livros01.livrosgratis.com.br/cp075798.pdf ??Artigo publicado http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v10n1/v10n1a07.pdfData de Publicação: 29/04/2016


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